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FLÁVIO MACHADO
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Mapa de Navegação
Eu sei Todo o Compositor Brasileiro Tem Complexo de Épico
Vamos brincar Com a Sua Permissão 14
Ainda lembro da fotografia
Ainda posso ver
Ainda consigo escutar
Ainda sinto o calor
Ainda finjo Boletim Metereológico Tem dias que faço Sol Aula de Português 1
Olhou-a nos olhos Descartável
O
as
Meta Imagem
Podem me acusar
Se eu fosse feliz às sete horas da manhã
Quando ouço
O som dos Beatles
A memória confusa
A voz de John
Quando você cruzar na rua com homens armados beijar beijar as pernas
Que caminhos percorre minha língua? Apenas suplico Com a sua permissão 18
Lembro de uma namorada que não tive da chuva fina que caiu dos beijos não dados dos poemas sem inspiração a única lembrança que sobrou foi da chuva da alma molhada e mais nada.
Pedro pedreiro Pedro não vai beijar a sua mulher como se fosse a única
Poema para um amiga que não gosta de filmes melosos ou Cidade dos Anjos
O açúcar derramado sobre a mesa atrai formigas e anjos caídos.
Poema para cientistas
Escrevo poemas para uma única pessoa abandonados como papel velho para rascunho formulário descontínuo
Deveria escrever artigos científicos preferencialmente em duas línguas para tocar mais profundamente o coração da cientista. Paciência Mineira A Carlos Drumond de Andrade
A |
Deixa-me ficar feito a tatuagem da canção no teu corpo deixa que meu olhar percorra caminhos inexplorados descubra vales mares florestas a paisagem que embeleza meu olhar de admirado amante. Respondo perturbam-me fico confuso com teus escolho viver sempre em risco iminente Revendo letra de música
Migrações
a família a Quinta da Boa Vista desfilando pelos gramados simplicidade capaz de ressuscitar as múmias do Museu e fazer a gente acreditar em felicidade tudo assim tão transcendental que não acaba nem quando são fechados os portões. A Escada
Quando passo pelo Centro do Rio sempre vejo uma escada um caminho interrompido puro abismo
Hoje aprendi com calma que sempre existiu um abismo intransponível entre nós aprendi com a violenta calma dos ignorantes
Hoje aprendi que os abismos são caminhos interrompidos vazios e não preciso mais tentar em vão subir a escada do Centro do Rio a ladeira da Misericórdia resto de morro arrasado resto de esperança abortada. Fuga
Vou sair sem dizer nenhuma palavra assim a francesa Como um cão vira-lata
Sem que possas reagir depois virar a primeira esquina e me arrepender .
asas
beija a face da amada.
Conheci uma espanhola
Como na música te amo espanhola o violão de cordas de aço voz desfiada
Vamos atravessar a cidade sem medo da polícia fazendo apostas suicidas
Nos amando como se fosse o último dia das nossas vidas.
Imagem 01
Tudo é velocidade explosão
A luz que nasce de um estrela que morreu a milhares de anos e atravessa a noite espessa do universo
O vaga-lume que ensina o caminho para os asteróides em rota de colisão
O seu olhar que parece me matar ao não ver o amor criando fusão de marés gerando ondas sonoras que se perdem no infinito
A velocidade na viagem na bala que dispara e penetra na luz através da explosão do bulbo da lâmpada é a mesma velocidade dos planetas que se afastam dispersos na longa noite. Fora do foco
Quando me vejo examinando fotografias descubro que há certos olhares certos ângulos detalhes que escapam ao olhar mais atento cada cor cada fio cada pedaço do cenário
A vida está fora de foco a vida está fora de nós nas prisões eternas do fotograma nos negativos perdidos pálidos rascunhos da alma
Quando me vejo a descobrir nas fotos algum traço alguma paisagem conhecida mas lembro das senhoras que um dia vi na fotografia de uma praça de Moscou e tento descobrir sobre o que falavam que pensamentos que história havia escondida e simplifico tudo no verso derradeiro mas que diabos faziam cinco senhoras sentadas em banco de praça de Moscou?
Poema Medieval.
Montado em imaginários cavalos louca escapada por florestas outonais procuro torres amor medieval
Nos campos dos sonhos sou herói de cinema espada e armadura vencendo os inimigos salvando reinos sou cavaleiro de batalhas medievais armado com lanças de aço contra os infiéis contra os males do mundo carrego uma pesada cruz de madeira a cruz de todos os pecados de todas as mortes
A minha bandeira tingida de sangue minha luta a busca a procura pela mulher que me libertará me tornando eterno prisioneiro.
Com a sua permissão 17 p/ Adolfo Fontán
O touro é pego a unha o toureiro não
A espada é arma mas também pode ser brinquedo resistir existir sobreviver ser coerente nadando contra a corrente.
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